Maquete Eletrônica e o Mercado
A maquete eletrônica é cada dia mais popular e tornar-se parte integrante de qualquer projeto, por isso é importante você arquiteto e designer, entender melhor a ferramenta que tem nas mãos. Saber qual é o papel da maquete e se ela é realmente imprescindível em suas vidas profissionais.
Como sabemos geralmente a maquete é utilizada após a conclusão do projeto, no momento de apresentação do mesmo ao cliente final, mas pode ser usada também como uma ferramenta preciosa durante o projeto.
É interessante lembrar a máxima das escolas de Arquitetura que diz que “o papel aceita tudo”. Isso quer dizer que o que funciona no papel nem sempre é possível na vida real, da mesma forma que o que muitas vezes fica com um aspecto visual esteticamente agradável no desenho 2D, quando transposto para a terceira dimensão se mostra completamente diferente do imaginado. Por isso, muitos arquitetos usam os modelos 3D como ferramenta de projeto, evitando desgastes desnecessários com clientes e fornecedores.
As maquetes estão cada vez mais realistas e com isso é cada vez mais fácil encontrar falhas de projeto, além de falhas de design.
Não é raro arquitetos que mudam projetos inteiros depois de verem a maquete, muitas vezes em estágio inicial. Outras vezes, mudam acabamentos, cores, móveis, lay-out, entre outros elementos.
Obviamente, ter acesso a uma ferramenta que possibilite ao arquiteto vislumbrar seu projeto em detalhes em pouco tempo e com alta qualidade seria, por si só, mais do que suficiente argumento para o uso da maquete eletrônica por todos os arquitetos e designers. Entretanto, de nada serve um projeto bem feito, estudado, se o cliente não se apaixonar pelo projeto e é aí que reside o motivo que leva 99% dos arquitetos a contratarem serviços de maquete.
O maior problema de qualquer arquiteto é sempre fazer com que o cliente entenda completamente o projeto. Lembremos que o cliente, em geral, é um indivíduo com pouco ou nenhum conhecimento de desenho técnico. Por isso, apresentar a trinca “planta/corte/elevação” mostra-se invariavelmente insuficiente para passar a idéia correta do projeto.
As maquetes eletrônicas são a resposta para esse tipo de problema, por ser rápida, confiável e precisa. Também é facilmente alterada e tem seu custo diminuindo a cada ano.
Todo esse dinamismo propicia uma nova arma ao arquiteto: o cliente agora pode ser bombardeado com uma verdadeira chuva de imagens, dos mais diversos ângulos, com as mais diversas opções de acabamentos, iluminação, lay-out…
A maquete eletrônica passou a ser, talvez, o principal argumento de venda, com o qual o arquiteto encanta o cliente e o leva para dentro de sua imaginação. Nesse sentido, a revolução proporcionada pelos sistemas de CAD (Computer Aided Design) trouxe não apenas mais beleza aos desenhos, mas mais segurança para o consumidor, que passa a contar com um novo documento, preciso e de fácil entendimento pelo leigo, usado até mesmo em discussões técnicas cliente/arquiteto.
Por fim, é preciso saber que com o advento do hyper realismo das maquetes eletrônicas, não basta, hoje, arquitetos e designers saber simplesmente operar o software. É necessário que estes profissionais tenham conhecimentos de física, fotografia, ótica, arquitetura, etc.
Texto: Escola Melies














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